quarta-feira, 24 de maio de 2017

Automassagem nos pés: relaxamento e alívio de dores

    Oi, genteeeeeeee! Hoje, dificilmente encontramos alguém que não tenha uma única dor sequer, principalmente as dores musculares causadas por tensão. Dor nas costas, nos ombros, no pescoço, lombar, nervo ciático... e por aí vai. A musculatura dos ombros (na verdade, a musculatura do trapézio) é a mais tensionada. Quando ficamos nervosos, ansiosos, estressados, normalmente os ombros vão parar lá nas orelhas, já reparou? Preste atenção em você, agora, e perceba se os seus ombros estão elevados. Relaxe-os! Muitas vezes, sem percebermos, tensionamos musculaturas e, fazendo isso com frequência, elas acabam ficando tensionadas eternamente causando dor e desconforto.

 

    Na correria do dia a dia, vamos deixando de lado os momentos de relaxamento que são tão importantes quanto os de atividade física. Se você se exercita, se alimenta bem e dorme bem, mas não tira um tempinho no dia ou na semana para relaxar, alguma dor pode te pegar de jeito. E uma das maneiras de relaxar é fazer uma massagem. Quem não gosta de uma massagem? É uma delícia! 


    Quando fiz meu primeiro curso de massagem, no SENAC, o professor pediu para formarmos duplas e cada um faria massagem no pé do outro. Alguns já logo disseram "Mas eu não sei fazer massagem", ele disse "Todo mundo sabe fazer massagem" e é verdade. Algumas pessoas fazem com mais força, mais jeito, menos força, mais técnica, mas fazer, de alguma forma, todo mundo sabe. O problema é que, muitas vezes, nunca tem UM SER-HUMANO disponível para fazer uma massagenzinha na gente 😕. Mas com o post de hoje:

Desculpem. Não resisti! 😂
Para fazer a automassagem você pode usar bolinha de tênis, de borracha lisa ou aquelas com "pontinhas", desde que seja mais firme, pois se for muito mole, não vai exercer a pressão necessária. 



    Vou, primeiro, mostrar pra você um mapa de reflexologia dos pés (mapa com os pontos que representam os órgãos e as partes do corpo) para entender um pouco do motivo de algumas partes doerem mais do que outras. Reflexologia dos pés requer um estudo mais aprofundado para saber exatamente quais pontos ativar para melhorar dores e disfunções, mas uma boa automassagem pode relaxar o corpo por inteiro, trazer sensação de bem-estar e aliviar tensões.  


    Vamos à prática?! 🙌 Coloque uma lista de músicas que você goste 🎵, vá para um lugar tranquilo 🙏e aproveite esse momento consigo mesmo.

    1 - Fique descalço ou de meia para fazer a massagem. Se tiver tapete, melhor, se não, coloque uma toalha ou colchonete onde vai pisar para que a bolinha não escorregue (ela dá umas escapadinhas mesmo assim 😊). 

    2 - Para começar, pressione um pouco a bolinha e movimente o pé para frente, para trás e para os lados para que ela passe em todas as partes do pé. Identifique algum lugar que possa ter maior tensão (normalmente onde sentimos mais dor). Não esqueça as laterais do pé.



    3 - Agora, começando pelo calcanhar, apoie a parte da frente do pé e os dedos no chão e pressione a bolinha, com força. Faça isso em todas as partes. Vá mudando de lugar (mais para o lado interno, externo, no meio...) e deixe mais tempo onde sentir mais dor. Quando a dor diminuir um pouco, você muda de ponto.


    4 - Chegando na parte da frente do pé, o calcanhar fica apoiado no chão enquanto você pressiona a bolinha com a parte mais "fofinha" do pé (a "almofadinha" que temos antes dos dedos). 

    5 - Quando chegar na parte dos dedos, faça movimentos de agarrar (fechando os dedos)  com os dedos e soltar (abrindo bem os dedos) a bolinha. Esses movimentos também ajudam as articulações dos dedos que, com o tempo, ficam mais rígidas e atrapalham o equilíbrio.


    6 - Passe a bolinha, levemente, mais algumas vezes, por todo o pé para finalizar. Passe para o outro pé. 😉

   Você pode fazer a massagem sentado também, mas a pressão será bem menor e, consequentemente, a liberação da tensão também será menos eficiente. Mas, independente de ser sentado ou em pé, o importante é que você dedique esses minutinhos do seu dia para você. Um aviso é muito importante: a massagem dói 😖, mas depois relaxa e alivia meeeeesmo! Não me xingue, tá? 💖
   A automassagem é um autocuidado e autocuidado também é saúde. Guarde sempre um tempinho para cuidar de você. Não espere que o outro cuide de você e nem cuide só dos outros, esquecendo de você. Sua saúde também depende de momentos de bem-estar e relaxamento. 
   E, se você tiver cachorro 🐶, não deixe ele no mesmo ambiente, se não a massagem não vai sair porque ele vai achar que a bolinha é pra brincar com ele 😄.

   Aproveite as dicas e, depois de fazer, me conta como foi? Deixe seu comentário!

  Bjoooooooo





sexta-feira, 14 de abril de 2017

4 sinais de dependência de exercício (exercise addiction)

     Oie! Tudo bem? 

   Você é daquelas pessoas que, se faltar a uma sessão de treinamento, fica irritado(a), de mau-humor? Deixa de sair com os amigos para treinar? Continua treinando mesmo machucado ou com dor?
   Se alguns desses casos acontece com você, muito cuidado: você pode estar com dependência de exercício (exercise addiction). Assim como existem dependentes de álcool, drogas e outras coisas, o exercício também pode ser objeto de dependência e, quando isso acontece, ele deixa de ser feito por motivos de saúde e passa a ser obrigação e necessidade.


     
   Vou te mostrar, a seguir, 4 sinais que podem indicar dependência de exercício:

  • Deixar de lado a vida social para treinar
Quando a sessão de treino (seja uma caminhada, musculação, aula de ginástica, corrida, etc) é mais importante do que a vida social, algo está errado. Algumas pessoas deixam de sair com amigos e familiares para não faltar a uma sessão de treino. Treinar passa a ser a coisa mais importante do dia, e uma das mais importantes da vida.

  • Mesmo machucado(a), doente ou com dores, não deixa de treinar
A dor é um sinal do nosso organismo de que alguma coisa não está funcionando muito bem e muitas pessoas continuam se exercitando (com o mesmo volume e intensidade), mesmo correndo o risco de agravar a lesão ou doença (gripe, resfriado, virose). Não estou dizendo que você tem que parar de fazer tudo quando está com dores ou doente (se o médico indicou continuar se exercitando, é claro), mas os cuidados devem ser redobrados e o volume e a intensidade do treino CERTAMENTE não serão os mesmos.

  • A busca do "corpo ideal"
Gentem, vamos combinar que não existe corpo ideal, não é mesmo?! Quer ver um exemplo? Você conhece alguém que está plenamente satisfeito com o corpo? "Ah, Camila, eu conheço sim! Minha amiga é super feliz com o corpo". Será que é mesmo? Pergunte a ela se tem alguma coisa que ela mudaria no corpo se pudesse. Quase certeza que ela dirá que sim. Ninguém está satisfeito porque a sociedade faz com que nunca estejamos satisfeitos! Exercite-se em busca da sua saúde, seja para melhorá-la ou mantê-la boa. Corpo ideal é aquele que tem saúde! Estética é outra coisa.

  • Tempo de exercício e dificuldade em parar
"Quanto mais eu treinar, melhor". Nem sempre. Aliás, quase nunca. Pesquisas mostram que  quanto maior o tempo que uma pessoa passa se exercitando, mais insatisfeita com o próprio corpo ela é. Você começa treinando por meia hora por dia e vai aumentado o tempo, volume e intensidade gradativamente, além de passar a ter dificuldade em parar, ou seja, não consegue deixar de treinar. e nem sequer diminuir a sessão de treino. Pessoas que passam muito tempo na academia podem sofrer de dependência de exercício.




Se você se identificou com 2 ou mais desses sinais, fique atento(a)!

Assim como toda dependência também existe  abstinência. Pessoas dependentes de exercício, quando não se exercitam, ficam irritadas, mal-humoradas, fazem restrição alimentar e até compensam na próxima sessão de treino, treinando por mais tempo. Depressão também pode ser uma das consequências da dependência de exercício. Se você está dependente de exercício ou conhece alguém que esteja, procure ajuda.

Os Profissionais de Educação Física deveriam estar preparados para ajudar, mas, infelizmente, em sua maioria, não estão e, muitas vezes, ainda alimentam essa dependência ("vamos treinar mais forte pra perder essa barriga", "não veio ontem, por quê? Depois não reclame se não tiver resultado" e por aí vai...).



O importante é que o profissional escolhido esteja capacitado para atender a esses casos.

Não hesite em procurar ajuda. A dependência do exercício pode, na "melhor das hipóteses", trazer lesões sérias, mas, em casos mais graves, levar à depressão, isolamento social, entre outras consequências mais graves. 

Exercício é saúde, se bem prescrito, acompanhado, orientado e executado. 

Nosso corpo é um só, portanto, cuide bem dele!



Você conhece alguém que é dependente de exercício ou você mesmo(a) está passando por isso? Deixe seu comentário!

Bjoooooooo e até a próxima!

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

Como a atividade física pode ajudar o desenvolvimento infantil

     Oie!!

     Se você convive com crianças sabe que elas estão cada vez brincando menos, não é? Ficam no celular, no tablet, computador, TV e não tem mais muito espaço e tempo para brincar. 



     Se você tem mais de 25 anos sabe o quanto era bom brincar na rua, no condomínio, pulando corda, andando de bicicleta, patins, pulando elástico... Ok, nós não tínhamos tantos problemas com segurança como temos hoje, mas, mesmo em casa, elas não têm atividades. E já notou como a postura dos pequenos está ficando prejudicada com tanto tempo com os olhos nas telinhas? Isso sem contar o sobrepeso e todos os problemas que ele pode acarretar na infância.


     O que você precisa saber é que brincar e praticar esportes ajuda no desenvolvimento físico e mental das crianças. Quanto maior o número de atividades do qual uma criança puder participar, maior será o repertório de movimento e melhor será o raciocínio dela.



    Mas, não vá pensando em colocar a criança em todas as atividades possíveis e disponíveis. Crianças precisam também de tempo para brincar! Isso mesmo! Brincar! Porque a brincadeira é lúdica e estimula, entre tantas coisas, a criatividade e a interação com o mundo.


     O que vemos hoje são os extremos. Temos crianças que ficam o dia todo com os olhos numa tela, interagindo só com a tecnologia e ficando preguiçosos. Enquanto, por outro lado, temos aquelas que passam o dia todo fazendo todas as atividades disponíveis e, quando chegam em casa, não podem brincar, pois já estão cansadas ou têm outras tarefas para fazer. Mas, não se engane! Os dois casos são bastante prejudiciais. O caso dos que quase não se movimentam é óbvio, mas aqueles que participam de muitas atividades, muitas vezes por obrigação, podem ficar "com raiva de se exercitar" e, quando crescem, não querem mais praticar qualquer esporte por não aguentar mais aquela obrigação e pressão que sofriam. Portanto, atenção se você conhece algum pequenino que se enquadra nesses casos.


     O ideal seria se a criança pudesse ter a oportunidade de experimentar diversas atividades (tanto esportivas como recreativas), mas, respeitando sempre a vontade da criança. Não a obrigue a fazer nada que não goste. Se, mesmo depois de algum tempo, você perceber que ela não se enturmou ou fica irritada ou chorosa antes de ir às aulas, provavelmente não é essa a atividade ideal para ela. Experimentar faz parte! Não gostou? Mude! 


Outra coisa muito importante é não forçar a criança a participar de competições se ela não quiser. E, se ela quiser, ajude-a a lidar com a frustração de perder ou não ser o 1º.


     Resgate brincadeiras antigas e as apresente para as crianças que você conhece. Elas ADORAM! Três Marias, pular elástico, pular corda, amarelinha, cobra cega... Tanta coisa que a gente brincava e elas nem sabem o que é! Ajude-as a descobrir e divirta-se também! 


     Crianças que se movimentam mais, tem menor risco de queda, de fraturas, se alimentam melhor, tem mais amizades, mais disciplina, são muito mais felizes e saudáveis! E quanto mais cedo elas forem estimuladas, melhor será o desenvolvimento motor e cognitivo dela! E adultos que praticam atividade física servem de exemplo positivo para as crianças que convivem com eles.


   Muitas prefeituras e parques disponibilizam, gratuitamente, práticas esportivas e recreativas para várias idades. Procure na sua cidade! E aproveite pra se divertir com os pequenos!

   Tem alguma dúvida ou sugestão? Deixe seu comentário! Conhece alguma criança que esteja em alguma dessas situações? Trabalha com crianças e percebe essas diferenças? Conta pra mim suas experiências!    

Até a próxima!

quarta-feira, 11 de janeiro de 2017

Quando você beijou o espelho pela última vez?

     OIE! Você já parou pra pensar quando foi a última vez que você olhou no espelho e se achou bonito/bonita? Quando se fez um elogio? Quando se sentiu confiante com seu corpo e sua imagem? Faz tempo? Tanto tempo que nem lembra?Pois é... Já viu o que faz um bebê quando colocado em frente à um espelho? 




   Viu? Eles sempre gostam do que descobrem e, frequentemente, beijam sua própria imagem. Quando será que nós paramos de fazer isso? Quando, como e por que deixamos de gostar de nossa própria imagem? Muito provavelmente não sabemos quando, mas como e por que não é difícil de descobrir.

Busca feita no Google com as palavras "corpo bonito"

Busca feita no Google com as palavras "corpo perfeito"
     Vemos, por todos os lados e meios de comunicação, mensagens (diretas ou não) que tentam, a todo momento, nos convencer de que devemos ter corpos perfeitos. E o que é um corpo perfeito? É aquele que VOCÊ NUNCA VAI ENCONTRAR EM OUTRA PESSOA. Isso mesmo! O seu corpo é SEU e o corpo da moça da capa da revista é dela! O da Gisele Büdchen é dela, o da Sabrina Sato é dela, das blogueiras fitness são delas! Ou seja, não adianta você querer se parecer com uma ou outra pessoa. O importante é estar satisfeita com o seu próprio corpo. Claaaaaaro que sempre podemos querer melhorar aqui, mudar um pouco ali, algumas coisas que não nos agradam, mas o que não está certo é achar que nada está bom e que sua felicidade só seria completa se seu corpo fosse como o da capa da revista.
    
    Agora pense como toda essa ênfase no "corpo perfeito" pode influenciar as crianças. Você deve conhecer alguma criança que diz que não pode comer tal coisa porque "engorda", ou que "está gorda" ou "magra demais", que acha o cabelo ou alguma parte do corpo feio? E elas estão fazendo esses comentários cada vez mais cedo!  

   


    E o que NÓS temos feito para evitar que isso aconteça? Complicado, né? A baixa autoestima e a insatisfação com a própria imagem pode acarretar muitos problemas de saúde para meninos e meninas (e em adolescentes e adultos também!) como depressão, isolamento social e transtornos alimentares. No vídeo abaixo, Meaghan Ramsey (uma das organizadoras do Projeto Dove de Autoestima) faz uma bela reflexão sobre esse tema. Vale suuuuuuuper a pena assistir! Se não aparecer a legenda em português, logo abaixo do vídeo, no Youtube, tem a opção de colocar a legenda no idioma que você preferir. 

 

    Não esquece de deixar seu comentário sobre o assunto, tá?!

    Até maaaaaaaaaaaais!

segunda-feira, 28 de novembro de 2016

Todo mundo pode fazer atividade física, mas nem toda atividade física serve pra VOCÊ

     Oi, genteeeeeeeeeeee! Espero que vocês estejam bem!
     Hoje vou falar sobre atividade física. "Jura!?". Sério! Vou explicar pra vocês que toda e qualquer pessoa pode SIM fazer atividade física (AF), mas tem que ficar claro que nem toda AF é apropriada para qualquer pessoa. 
  Pessoas que têm restrições ou limitações devem SEMPRE fazer atividades físicas com acompanhamento profissional adequado. Em alguns casos, até mesmo uma caminhada simples pode trazer problemas sérios. Mas, se a AF for adequada para o seu caso, tenha certeza que os resultados serão excelentes! 


      E aí você está se perguntando:

     "Ah, mas eu tenho problemas de coluna! Posso fazer atividade física?" Pode!
     "Mas meu filho tem uma deficiência, pode fazer exercício?" Pode!
   "Meu pai tem Alzheimer/Parkinson, não consegue fazer atividade física." Pode e consegue também!
      "Estou grávida." Se tiver liberação médica, pode!
     "Eu tenho dores articulares e, quando me exercito, sinto mais dores ainda" Se fizer a atividade correta e da maneira adequada, pode!!


     Se nem toda atividade é apropriada para todo mundo, como saber qual é apropriada para o seu caso? Vou dar algumas dicas para que você possa encontrar a atividade física que mais se enquadra em suas necessidades, aquela que você mais gosta e aquela que NÃO é adequada. 
     Vamos às dicas?

1- A atividade não pode causar mais dores 
    Se você já tem alguma dor ou limitação, a AF escolhida não pode piorar suas dores e nem trazer novas dores. Apesar de que, em algumas atividades, a dor muscular é comum, é muito importante saber identificar quais são as SUAS dores e a origem delas para poder saber, também, se as dores pós AF são normais ou não.




2- Procure um profissional especializado
   Sempre é bom relembrar que o profissional precisa ser credenciado pelo CREF para poder te ajudar. Pra quem já tem restrições (sejam elas quais forem), procure sempre conversar com o profissional que vai acompanhar a atividade para saber se ele entende do seu caso. Com uma boa conversa você pode saber se aquela atividade ou aquele profissional é o mais indicado para você.



3- Faça uma aula experimental
    Muitos lugares permitem, gratuitamente, que o aluno faça uma espécie de "test drive", ou seja, que faça uma aula experimental para conhecer a modalidade, conhecer o professor, o ambiente e saber se aquela atividade é realmente a que você procura. Mas, CUIDADO! Procure saber antes se aquela atividade não tem alguma restrição. Algumas aulas de ginástica, por exemplo, já têm restrições prévias. Questione! Converse! Se a pessoa da recepção não souber te orientar, peça para falar com o professor responsável pela aula.
Outros lugares têm os chamados free pass que são diárias que você paga e pode frequentar a academia e todas as suas atividades por um dia. Mas não vá fazer TODAS as atividades num único dia, hein?!?!



4- Treinamento personalizado
O famoso personal trainer. Essa é uma opção mais cara, eu sei, mas, em muitos casos, um atendimento personalizado é muito mais seguro e traz melhores resultados, ou seja, o investimento vale muito mais a pena. Você pode contratar um profissional que atenda você na academia do prédio, na academia ou no clube que você frequenta, na sua casa, em um parque e em muitos outros lugares, dependendo das suas necessidades.



5- Conheça muito bem seu corpo e suas limitações
    Um bom exame médico é o melhor começo. Se você já tem alguma restrição e sabe a causa, a origem e o que causa maior ou menor desconforto, fica mais fácil do profissional orientá-lo da melhor forma. Quanto melhor você souber o que você tem e o que pode ou não fazer, mais fácil será a escolha da atividade e melhores serão os resultados.



6- Cada pessoa é ÚNICA
    Vou dar um exemplo pessoal que sempre falo pros alunos. Eu tenho vááááááários problemas nos joelhos, mas um deles é a condromalácea (desgaste da cartilagem do joelho que diminui a absorção de impacto). EU não posso correr porque morro de dor logo em seguida, mas tem professores colegas meus que têm o mesmo problema e participam de corridas longas e até em montanhas! Ou seja, não é porque eu tenho a mesma coisa que você que posso fazer as mesmas coisas que você. Cada ser é único e individual, portanto, veja sempre o que é bom pra VOCÊ!



7- Estética NÃO é mais importante do que saúde
    Portanto, se seu objetivo é emagrecer/ganhar peso/aumentar massa muscular, etc etc etc não importa! O mais importante é a sua SAÚDE! Não adianta se matar de fazer exercício e ficar cheio de dores depois e ter que parar de se exercitar. Se a atividade estiver causando desconforto, converse com o professor para adaptá-la às suas necessidades. A sua saúde é SEMPRE o mais importante. Sem saúde não somos nada. Resultados estéticos são consequências de uma atividade física bem feita e mudanças de hábitos de vida.



    Essas foram algumas dicas pra tentar ajudar a escolher a atividade que seja melhor pra você. Escolha o lugar e o profissional mais adequado para suas necessidades e, também, que façam com que você se sinta bem tanto física como mentalmente. O bem-estar mental também é muito importante para sua saúde e para se manter firme na atividade!



     Tem alguma dúvida? Quer compartilhar suas experiências? Deixe seu comentário abaixo!

    Até a próxima!

terça-feira, 28 de junho de 2016

Como os alimentos podem afetar nosso cérebro

     OIE!

     Ontem, rolando a tela do Facebook, me deparei com um post da super Nutricionista e Profissional de Educação Física, Desire Coelho (com quem tive o prazer de ter aula no curso da pós-graduação e, mais ainda, em tê-la como orientadora do meu TCC), falando sobre os alimentos e seus efeitos sobre o nosso cérebro.  Não sei se você sabe, mas eu fiz o curso de Especialização em Nutrição Aplicada ao Exercício (pela Escola de Educação Física e Esporte da USP) e acho fundamental saber os efeitos dos alimentos no nosso corpo como um todo, afinal, alimentação e exercício caminham juntos, lembra? 

    É um videozinho de menos de 5 minutos que, de maneira simples e esclarecedora, nos informa de como aquilo que comemos influencia diretamente no nosso cérebro. Cansaço, insônia, atenção, disposição são algumas das coisas que os alimentos que ingerimos podem causar. 

   O vídeo é daquele canal/site TED, sabe? Já ouviu falar? Eles têm TED Talks (em inglês) com vídeos sobre vários assuntos, grande parte deles são palestras com um especialista naquele tema. Além disso, eles têm também o TED Ed Lessons, de vídeos educativos (também em inglês, mas que podem ser encontrados legendados pelo Youtube ou no próprio site deles). No Youtube você consegue encontrar os vídeos legendados e até dublados (busque por TED em português, TED legendado, TED dublado ou pelo nome do vídeo que você quer assistir)

    Passadas as explicações de como encontrar todos os vídeos e lições TED, vamos ao que é assunto do post de hoje. O vídeo está aí embaixo para você assistir, compartilhar e saber um pouco mais do assunto. Se quiser saber um pouquinho mais ainda, tem o post da Desire, no Facebook, que fala sobre o assunto.

     Divirta-se e deixe seu comentário sobre o que achou do vídeo e do assunto!



(Pra quem quiser assistir diretamente pelo site)




segunda-feira, 20 de junho de 2016

Por que fazer exercício "em dobro" não funciona

     De repente você não fez sua atividade física um ou dois dias e, quando volta a fazer, pensa que é melhor fazer "em dobro" pra "compensar" os dias não feitos. Mas será que as coisas funcionam assim?
     Imagina que você tem um vaso com pantas em casa. Vamos dizer que você rega esse vaso com 3 copos de água uma vez por semana. Se esquecer de regar essa planta por duas semanas, quando for regá-la novamente, usa o dobro de água? Não! Vai afogar a planta! Pode ser que tenha que colocar um pouco mais de água do que os 3 copos habituais por ela estar muito seca, mas, não dobrar ou triplicar a quantidade, certo? O nosso corpo funciona da mesma forma.


       Quando iniciamos uma atividade física, seja ela qual for, precisamos começar aos poucos para adaptar nosso corpo aos novos estímulos (os da atividade física), não nos machucarmos e nem ficarmos exaustos, pois, em poucos dias, vamos repetir aquela (ou outra) atividade, certo? E, a medida que vamos nos "acostumando" com aquele estímulo, temos que progredir, exigir do corpo uma nova adaptação. Nesse caso, ou aumentamos a quantidade ou a intensidade da atividade como, por exemplo, passar de 30 minutos de caminhada para 40 minutos. E assim vamos progredindo sempre para continuar vendo os resultados.



     Vamos voltar a pensar no vaso de planta. Se podemos afogar a planta se regarmos com água em excesso, imagina o que pode acontecer com o nosso organismo se fizermos atividade física em excesso? Se considerarmos que aquela atividade que você estava fazendo ainda te exigia algum esforço, aumentar muito a quantidade pode gerar dores e/ou lesões, pois a musculatura e as articulações ainda não estavam preparadas para tal esforço, ou você pode ficar muito muuuuuito cansado e não conseguir repetir a atividade em poucos dias.




     
    Ooooou seja, se você resolver "compensar" aquele(s) dia(s) "sem" atividade em outro dia, poderá ter algum desses problemas e, além de não conseguir compensar, ainda vai ficar mais tempo parado para pode ser recuperar. Aí não adianta, não é? Esse exagero na atividade física que tem como consequência lesões, dores e/ou cansaço excessivo chamamos de overtraining. Você já deve ter ouvido falar disso e agora já sabe o que é. =)
     
     Mas, não desanime, pensando que tudo que foi feito foi perdido depois de um período de ausência. Vamos a algumas coisas que podem ser feitas:
      * Dependendo do tempo que ficou parado, volte a etapa anterior à última progressão. Ou seja, se você fazia 30 minutos de atividade por dia, por exemplo, mas já tinha progredido para 45 minutos, recomece com os 30 minutos. Faça algumas vezes e, assim que for ficando fácil de fazer, aumente novamente o tempo. .
     * Se ficou apenas pouco tempo sem fazer a atividade, volte a fazê-la como antes, mas apenas aumente a quantidade ou a intensidade se a que você estiver fazendo já estiver te exigindo menor esforço.
    * Se for um treino de musculação, por exemplo, evite trocar a série depois de um tempo prolongado sem fazê-lo. Você pode voltar com o mesmo treinamento que já fazia, mas pode diminuir a quantidade de séries ou da carga, para que seu corpo se readapte àquele estímulo. Como aqueles movimentos já foram realizados pelo seu corpo, ele aciona a "memória do exercício" e a adaptação é mais rápida.
    * Quanto mais rápido você voltar a praticar sua atividade física com regularidade, mais rapidamente você recuperará o que foi perdido.



    Claro que essas foram pequenas dicas do que pode ser feito, mas existem milhares de outras maneiras e todas elas devem ser feitas com orientação de um profissional de Educação Física.
     O mais importante é que você não fique muito tempo sem fazer uma atividade física (mesmo que não seja aquela com a qual você está acostumado), a menos que seja necessário (lesão, afastamento médico, problema de saúde, etc.). Portanto, se não der pra ir à academia hoje, tente subir pela escada em vez do elevador (pelo menos alguns andares), caminhe, movimente-se. O mais importante é continuar em movimento!

    LEMBRE-SE: o descanso faz parte do processo de recuperação entre as sessões de atividade física e o exagero não acelera o progresso, pelo contrário, pode atrapalhá-lo e muito!

   Consulte SEMPRE um profissional de Educação Física capacitado e, qualquer dúvida, poste seu comentário aqui! =D